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A pesquisa foi realizada nas regiões metropolitanas e nas capitais de 10 estados: Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo. Um total de 4,3 mil entrevistas foram feitas com jovens, pais, educadores, diretores de entidades e membros da comunidade. As entidades escolhidas oferecem espaços alternativos à violência: trabalham na socialização; investem na participação dos jovens nas atividades dos projetos; estimulam o protagonismo juvenil; contribuem para a construção de uma cultura de paz.
A Unesco entende por situação de risco aqueles que, pelo ambiente em que vivem e freqüentam, têm mais probabilidades de serem vítimas ou autores de violências. Desde 1997, as pesquisas feitas pelo órgão apontam a falta de atividades culturais, de lazer e esportes como elementos que aumentam a violência entre jovens, nos finais de semana, nos centros urbanos. O resultado da pesquisa, iniciada em agosto de ano passado e terminada em maio último, virou o livro "Cultivando Vida Desarmando Violências".
(Cristina Veiga) Leia mais www.unesco.org.br Quem Somos Via
decorada com mosaico de iniciativas
Educação, cultura, lazer e esporte são as armas mais potentes contra a inserção de jovens em casos de violência. É o que demonstra uma pesquisa realizada pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura). Feita entre agosto de 2000 e maio deste ano, a pesquisa gerou o livro "Cultivando Vida Desarmando Violências - experiências em educação, cultura, lazer, esporte e cidadania com jovens em situação de pobreza". O livro, lançado ontem, conta a experiência de projetos brasileiros que estão socializando e profissionalizando jovens em situação de risco, ou seja, que vivem e frequentam ambientes em que a chance de sofrer ou cometer violência é muito grande. Em São Paulo, capital com maior índice de mortes violentas entre jovens, a Fundação Gol de Letra e a Associação Projeto Aprendiz estão entre os selecionados. Também são destacados o projeto Viva Rio e o Vila Olímpica da Mangueira, do Rio de Janeiro, e o Grupo Cultural Olodum (BA). Foram selecionados os 30 projetos mais bem-sucedidos de dez Estados do país: Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo. O livro descreve os procedimentos adotados pelos projetos para socializar os jovens e o modo como foi feita a pesquisa. Foram entrevistadas 4.300 pessoas, entre jovens, pais, educadores e membros das comunidades. O livro tem ainda o depoimento de jovens sobre esse tipo de projeto e recomendações para a criação de políticas públicas voltadas para jovens em situação de risco. Os pesquisadores
montaram um banco de dados com informações sobre esses e outros
projetos brasileiros envolvendo jovens. A idéia é divulgar essas
atividades e ampliar sua visibilidade para o público e para os patrocinadores. (Folha de S. Paulo)
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