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Resgatar o debate sobre política no cotidiano a partir do ponto de vista do cidadão comum e não apenas do candidato. Esse foi o objetivo do "Eleições em Mesa de Bar", idealizado pelas organizações não-governamentais Cidade Escola Aprendiz, Mídia da Paz, Instituto Ágora em Defesa do Eleitor e da Democracia e, realizado pelo Café.Aprendiz.
O evento começou com a divulgação de números e pesquisas sobre os medos da criança e do adolescente. Além da violência, as estatísticas mostraram que, as inseguranças de jovens entre 12 e 14 anos são os mesmos que as de um adulto, como o desemprego, por exemplo. A partir de então, o silêncio dos ouvintes se quebrou e a primeira discussão foi desencadeada.
O enfraquecimento do Estado foi outro item bastante debatido. Segundo a maioria dos participantes, a tendência é que a sociedade civil se fortaleça e seja a responsável pelas mudanças que o Brasil precisa. "São Paulo vive uma revolução silenciosa contra o medo. Onde quer que você vá tem alguém lutando para mudar a situação de hoje", acredita Dimenstein. Quando o assunto foi juventude, o estudante Paulo Lopes da Luz, foi o primeiro a se manifestar : "Os jovens que cometem um delito não acreditam que podem mudar e ter uma vida melhor, até porque, uma vez que eles erram, ficam marcados na sociedade para sempre. Falta incentivo do Estado e deles mesmos para melhorar". O fundador do Aprendiz concorda e afirma que o jovem não é alienado. O que há é uma alienação da política em relação ao jovem.
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