|
||||||||||||
|
Em um ano, 16.000 estudantes de escolas públicas, privadas e de entidades como Travessia, Gol de Letra e Ayrton Senna já assistiram à peça Cidadão de Papel. Escrita por Celso Cruz, ela é baseada em três das obras do jornalista e diretor da ONG Cidade Escola Aprendiz, Gilberto Dimenstein: Cidadão de Papel, Aprendiz do Futuro e Mano. O espetáculo é dirigido por Paulo Fabiano e encenado pela Cia. Teatro X. Segundo o diretor da peça, Paulo Fabiano, a montagem do Cidadão de Papel pretende, entre outras coisas, mostrar que o teatro pode servir como reflexão crítica da sociedade. Com a mesma proposta do livro, o espetáculo fala do cotidiano de violência vivido pelo brasileiro, levando ao centro da cidade um garoto de classe média que vai procurar emprego. Roubado, o garoto tenta recuperar sua "identidade" quando cruza com a exclusão social, a violência, a agressão, a sexualidade, as drogas e, ao mesmo tempo, a solidariedade e o amor. Após a apresentação de cada espetáculo a platéia participa de um debate com os atores, sobre temas como cidadania e respeito à vida. A peça, que fica em cartaz até 10 de dezembro, está sendo encenada no Estúdio Teatro X, no bairro paulistano de Santa Cecília. A Cia. Teatro X faz as apresentações gratuitamente e a Cidade Escola Aprendiz organiza os colégios, públicos ou privados, interessados em levar grupos para assistir ao espetáculo. Durante alguns meses a ONG recebeu um real por aluno de doação das escolas privadas e, com esse dinheiro, pagou ônibus para levar jovens de escolas públicas, centros comunitários e entidades para ver a peça. A primeira apresentação de Cidadão de Papel aconteceu no dia 25 de setembro de 2001, no Sesc Anchieta, São Paulo, e depois seguiu para o teatro Sérgio Cardoso, na sala Paschoal Carlos Magno. (Regina Valle - 30/09/02)
|
|
||||||||||