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De todas as vitaminas, a B6 é a mais amiga da mulher. Ela está presente em todas as fases do ciclo de vida feminino. Na fase reprodutiva, controla a tensão pré-menstrual e fortifica o organismo de quem toma anticoncepcionais. Na gravidez, previne os enjôos e auxilia na formação do feto, evitando ainda a depressão pós-parto. Por fim, na menopausa, afasta os efeitos colaterais da reposição hormonal. A vitamina B6 ajuda a regular os níveis de estrogênio no organismo, amenizando o desconforto causado por seu excesso ou sua falta. Veja, abaixo, os efeitos da B6 na mulher: A TPM é causada pelo excesso de estrogênio. Esse excesso acumula-se no fígado e se torna tóxico, gerando efeitos desagradáveis como cólicas, dor de cabeça, depressão e irritabilidade. A B6 ajuda na sua detoxificação, ou seja, a transformá-lo de forma que seja eliminado pelo organismo sem problemas. O mesmo mecanismo ocorre com as mulheres que fazem terapia de reposição hormonal. "Como o hormônio é tomado por via oral, precisa ser metabolizado pelo fígado e acaba se acumulando no órgão", explica a nutróloga Jane Corona. Esse acúmulo deixa a mama dolorida, a pele ressecada e causa inchaço e dor de cabeça. A vitamina B6 pode ser a solução. Quem toma pílula anticoncepcional tem baixos níveis sangüíneos de vitamina B6, que é eliminada intensamente pela urina, segundo a nutricionista Maria Thereza Cury. As usuárias desse método contraceptivo devem incluir mais fontes da vitamina na alimentação. As principais são de origem animal: peixe (principalmente salmão), frango, carne de porco, fígado, rim, ovos. Entre as fontes vegetais, as melhores são os cereais integrais, feijões (destaca-se a soja), amendoim e nozes. Entre as frutas, a mais rica é a banana. Carne de boi e produtos lácteos são relativamente pobres. A vitamina B6 não pode faltar na alimentação, pois ela ajuda no processo de glicólise, ou seja, na transformação da glicose em energia nos músculos. Por isso, sem ela o organismo fica debilitado. Além disso, junto com as outras vitaminas do Complexo B, ela atua como co-enzima de diversos processos enzimáticos. O déficit da vitamina é comum na gravidez. Caprichar na alimentação com B6 ajuda a minimizar muito as náuseas e vômitos, comuns nos primeiros meses. A vitamina B6 tem papel fundamental no desenvolvimento neurológico do feto e ajuda a prevenir e tratar a depressão pós-parto. "É que ela participa da formação de serotonina e dopamina, neurotransmissores que deixam as pessoas tranqüilas", explica Jane Corona. Devido a essa propriedade, ela é utilizada também em outros tipos de depressão. A deficiência de vitamina B6 é rara entre os brasileiros, que consomem muitos produtos de origem animal. Quem é vegetariano precisa compensar a falta dessa fonte na alimentação. Quando há carência, geralmente também há falta de outras vitaminas do complexo B. Sinais de deficiência são a glossite (inflamação da língua) e a estomatite (feridas na boca, parecidas com aftas). (Jornal de Brasília) |
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