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A exemplo da antiga exigência de adição do iodo ao sal de cozinha, o governo agora quer que os fabricantes de farinhas de trigo e de milho acrescentem ferro a esses produtos. O objetivo, neste caso, é o de reduzir a incidência de anemia entre a população por meio do consumo de alimentos básicos, como pão e macarrão. Cada 100 gramas de farinha deverá conter, no mínimo, 4,3 mg de ferro - o equivalente a 30% da Ingestão Diária Recomendada (IDR). "Com isso, pretendemos, em dois anos, reduzir dois terços do índice de anemia", explicou ontem a coordenadora de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Denise Coitinho. A incidência de anemia por causa de deficiência de ferro é hoje o problema nutricional mais freqüente no Brasil e no mundo. A decisão sobre as farinhas foi tomada pela diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Durante 30 dias, a agência submeterá à consulta pública portaria com a regulamentação para que fabricantes adicionem ferro às farinhas de trigo e de milho. As sugestões devem ser enviadas para "alimentosa@anvisa.gov.br" ou para o endereço da agência: SEPN 515 bloco E edifício Ômega, Brasília cep 70.770-502. Após o prazo de 30 dias, os fabricantes terão, no máximo, 180 dias para começarem a adicionar o ferro. Na embalagem, terão de inscrever expressões como "fortificada com ferro", "enriquecida com ferro" ou expressões equivalentes. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 10 milhões de crianças de até cinco anos têm algum grau de anemia. Mesmo nos casos de anemia leve, é preciso corrigir o problema para evitar interferência no desenvolvimento das crianças. (O Estado de S.Paulo) |
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