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Uma pesquisa inédita feita no Instituto do Coração fez cair por terra mais um argumento dos sedentários convictos. O trabalho indica que magros com atividade física regular têm menor risco de desenvolver ateromas - placas de gordura que se depositam nos vasos sanguíneos - do que os não praticantes de exercícios. A proteção está ligada ao metabolismo de LDL, lipoproteína conhecida como mau colesterol e uma das grandes responsáveis pela formação das placas. "A literatura sempre mostrou que não havia diferenças entre os níveis de LDL de sedentários e pessoas com atividade física regular", explica o diretor do Laboratório de Metabolismo de Lípides do Instituto do Coração, Raul Cavalcanti Maranhão. No estudo coordenado por ele, essa constatação também foi feita. Mas com uma diferença: a equipe descobriu que, nas pessoas ativas, o LDL é metabolizado duas vezes mais rapidamente do que entre os sedentários. "Hoje sabemos que quanto mais tempo o LDL circula pelo corpo, maior o risco de formação de ateromas." O trabalho, que será apresentado na próxima semana no Congresso Europeu de Cardiologia, em Estocolmo, avaliou ciclistas e sedentários, todos homens e magros. "Acreditamos que o exercício melhore a atuação dos receptores do LDL, que permitem que mau colesterol ingresse nas células." Até hoje, a prática de exercícios para pacientes com colesterol alto era indicada para reduzir a obesidade. "Era um efeito secundário: muitos pacientes, ao alcançar o peso ideal também regularizavam os níveis de colesterol", diz o pesquisador. Com o resultado da nova pesquisa, a indicação se amplia: "Podemos dizer que exercícios têm um papel protetor também para magros." (O Estado de S.Paulo) |
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