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Mulheres com câncer de mama tem dupla possibilidade de ter falhas em um gene necessário para alcançar os benefícios da vitamina D, segundo pesquisadores britânicos. Cientistas suspeitam que a vitamina D, que ajuda no fortalecimento dos ossos, também pode proteger contra câncer de mama e em alguns casos, pode até ser usada para recuar tumores já existentes. Em uma reportagem publicada no jornal "British Journal of Cancer", os médicos do hospital St. George Medical School em Londres, mostraram que mulheres com uma versão diferente de recepção à vitamina D, chamada VDR, poderiam não aproveitar os efeitos protetores da vitamina. "A vitamina D normalmente encaixa ao VDR como uma chave encaixa em uma fechadura. Existem agora evidências de que a vitamina D pode proteger contra alguns tipos de câncer, mas isso só funciona se a vitamina combinar com VDR", indicou Kay Colston, uma oncologista que trabalhou na pesquisa. Ela e seus colegas observaram diferentes variações do gene VDR em 241 mulheres saudáveis entre 50 e 81 anos, e 181 mulheres com câncer na faixa etária entre 29 a 91 anos. Eles encontraram que as mulheres com versões diferentes de VDR são 2,3 vezes mais vulneráveis a ter câncer de mama. Os tumores costumam ser mais perigosos também. Os pesquisadores afirmaram que as avaliações das variações do receptor da vitamina D poderiam ajudar a identificar mulheres mais suscetíveis a desenvolver câncer de mama e novas terapias ou tratamentos para prevenir a doença. Colston afirmou que sua equipe espera fazer outro estudo com 800 mulheres com câncer de mama e 800 controles para verificar as conclusões. "Se os resultados atrasarem, nós poderemos considerar que apenas alguns pontos estão associados com o risco crescente. O que nós queremos saber é se o risco poderia ser modificado por dietas ou estilos de vida", afirmou. (As informações são da Reuters)
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