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Pediatras recomendam moderação no consumo de suco de frutas Na sua mais abrangente declaração até o momento a respeito do consumo de suco de frutas por jovens, a Academia Americana de Pediatria sugeriu, na segunda-feira, limites ao seu uso diário e avisou que suco em demasia pode causar problemas nutricionais e estomacais. O comitê de nutrição da Academia recomendou que o consumo de suco de frutas seja limitado de 113,6 a 170,5 ml por dia para crianças de um a seis anos, e de 227,3 a 340,9 ml para aquelas entre sete e 18 anos. Em muitos aspectos a declaração formaliza o que tem se tornado recomendações médicas comuns. William Cochran, um pediatra na Clínica Geisinger em Danville, Pensilvânia, falando em nome da Academia, disse em uma entrevista que a declaração revisada é "muito mais ampla" do que uma anterior emitida pelo grupo em 1999 a qual lidava principalmente com os perigos da cárie dentária provocada por ingestão prolongada de suco. A Academia disse que o suco de frutas não contém nenhuma quantidade significante de proteína, gordura, minerais ou vitaminas além da C; mas na realidade contém uma grande quantidade de carboidratos (açúcar) que se consumidos em grande quantidade podem provocar diarréia, dor abdominal, inchaço e flatulência. Além disso, a maioria dos sucos não contém fibras, logo eles não oferecem nenhuma vantagem real em relação à fruta inteira. O consumo de suco pode causar cáries se for permitido às crianças segurar uma mamadeira, copo ou caixinha de suco na boca ao longo do dia ou na hora de dormir, foi acrescentado. A declaração, publicada na revista mensal da academia, Pediatrics, definiu suco de frutas de acordo com a definição do governo norte-americano -- suco de frutas 100% puro, com o rótulo especificando se ele é proveniente de concentrado. Qualquer produto abaixo destas especificações tem que ser rotulado como "bebida" ou outro nome semelhante. Desde que consumido em quantidades adequadas, a declaração afirma, sucos de fruta podem ser uma parte valiosa da alimentação de uma criança. O documento também recomendou que médicos discutam rotineiramente o uso do suco de frutas e de bebidas à base de frutas e que eduquem os pais a respeito das diferenças entre os dois. (Reuters) |
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