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Uma vacina comestível contra a hepatite B, obtida pela manipulação genética da alface, está sendo desenvolvida por pesquisadores da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf). O projeto é do pesquisador Jackson Marcondes, do Centro de Biociências e Biotecnologia da universidade. Por meio de técnicas de engenharia genética, um gene do vírus da hepatite B será transferido para plantas de alface. "A planta transgênica produzirá uma proteína do vírus HBV (causador da hepatite B), que funcionará como antígeno (substância que provoca a formação de anticorpo específico) capaz de induzir uma resposta imune de proteção contra a doença", explicou Marcondes. O pesquisador lembrou que já existem vacinas contra a hepatite B produzidas em leveduras. "A produção de antígenos em plantas transgênicas é um sistema seguro e econômico." A doença - A hepatite é uma inflamação do fígado - os tipos mais comuns são virais. O tipo A é o mais brando, mas ainda assim perigoso em adultos. O contágio é por via oral, na ingestão de alimentos mal lavados ou água contaminada por fezes. Saneamento básico é imprescindível para evitar a doença, para a qual existe vacina. A hepatite B é transmitida por meio da saliva, por contato sexual ou pelo sangue. Na maioria das vezes não provoca sintomas, mas pode ficar crônica, causando cirrose e câncer. Existe vacina para prevenir a doença. A hepatite C é a mais grave. Tem semelhanças com a B, mas para ela não existe vacina. (O Estado de S.Paulo) |
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