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O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (Usda) anunciou pesquisa mostrando que dietas que limitam a ingestão diária de calorias a menos de 1.500 só servem para perder peso por pouco tempo, embora possam ajudar na redução do colesterol e da pressão arterial. Hoje, o Usda participa de uma reunião em que serão apresentadas sugestões para uma pesquisa de longo prazo sobre dietas, que será realizada pelos laboratórios de nutrição do departamento. Segundo o secretário de Agricultura, Dan Glickman, está na hora de o governo esclarecer a população sobre dietas para perda de peso. Até agora, os programas que exigem mais empenho dos obesos - como o dos Vigilantes do Peso e da American Heart Association, que propõem mudança de estilo de vida - são os que dispõem de bases científicas para justificar seu sucesso. Eles recomendam o consumo de carboidratos - grãos, batata, massa, pão - como base da alimentação (cerca de 50% do total), limitando as proteínas (carnes) a 20% da dieta e as gorduras a no máximo 30%, além de recomendar consumo de verduras, legumes e frutas. O consumo de carboidratos é opção de baixa caloria capaz de saciar a fome e evitar que quem faça dieta consuma proteína animal em excesso. De acordo com o Usda, há pouquíssimas evidências científicas de que as dietas de redução de carboidratos sejam saudáveis. Os estudos do Departamento de Agricultura indicam que, a longo prazo, a manutenção do peso depende mais de "aspectos psicológicos", como aconselhamento e participação em grupos de apoio, do que da composição nutricional da dieta. Os Estados Unidos estão iniciando o milênio com um plano nacional para enfrentar a epidemia de obesidade que preocupa o país, onde cerca de 60% da população adulta tem peso acima do normal. (O Estado de S.Paulo) |
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