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Amamentação pode ajudar a prevenir obesidade O caminho para a obesidade pode começar na primeira refeição de uma pessoa. Uma nova pesquisa mostrou que a amamentação reduz o risco de excesso de peso na adolescência. Em dois estudos que avaliaram os efeitos do leite materno e do leite em pó sobre o peso no decorrer da vida, os pesquisadores verificaram que a amamentação reduziu bastante a possibilidade de excesso de peso no início da adolescência, mas teve efeito menor sobre o peso no início da infância. Os resultados dos estudos foram publicados no Journal of the American Medical Association, de 16 de maio. Os dois estudos poderiam parecer contraditórios, mas as conclusões fazem sentido, segundo William H. Dietz, do Centro para Prevenção e Controle de Doenças (CDC), em Atlanta, Geórgia. "É uma discrepância mais aparente que real", Dietz disse à Reuters Health. A pesquisa com animais sugeriu que os efeitos da dieta do recém-nascido não são aparentes até que fiquem mais velhos, lembrou o pesquisador. Além disso, o estudo com crianças pequenas foi muito menor e menos qualificado para mostrar efeitos significativos, disse Dietz. No estudo maior, a equipe de Matthew W. Gillman, da Escola de Medicina de Harvard, em Boston (Massachusetts), avaliou mais de 15.300 adolescentes entre 9 e 14 anos. Os pesquisadores verificaram que as crianças amamentadas com leite materno foram menos propensas ao excesso de peso comparadas aos bebês alimentados, principalmente ou de maneira exclusiva, com leite em pó. As crianças alimentadas principalmente com leite materno nos primeiros seis meses de vida foram 22% menos propensas ao excesso de peso quando tinham 14 anos. O segundo estudo, feito por pesquisadores do National Institute of Health, em Bethesda (Maryland), mostrou uma associação mais fraca entre amamentação e peso entre crianças de 3 a 5 anos. As crianças amamentadas foram bem menos propensas que os bebês que nunca receberam leite materno a estar no limite do excesso de peso. Mas, foram apenas 16% menos propensas a ter peso excessivo, informou a equipe de Mary L. Hediger. Dietz lembrou que este estudo foi muito menor -- avaliando menos de 2.700 crianças -- e poderia haver distorção dos resultados. Se a amamentação tem um efeito positivo mesmo que modesto sobre o peso, esta é uma boa notícia, segundo Dietz. (Reuters) |
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