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A doença de Alzheimer dá seus primeiros sinais depois dos 40 anos. Pesquisa da Universidade de Kuopio, na Finlândia, mostrou que pressão alta e alto nível de colesterol na meia-idade significam maiores chances de desenvolver o mal. Ao identificar - e tratar - os fatores de risco, no entanto, a probabilidade de os neurônios se degenerarem diminui. A pesquisa está publicada na edição atual do British Medical Journal. Os pesquisadores reuniram dados referentes aos anos de 1972 a 1987 sobre colesterol e pressão do sangue de 1.449 finlandeses das cidades de Kuopio e Joensuu, no leste do país. Depois de analisá-los, os cientistas avaliaram a saúde das mesmas pessoas em 1998, quando os voluntários tinham entre 65 e 79 anos. Quarenta e oito delas foram diagnosticadas com demência senil, relacionada à doença de Alzheimer. Risco dobrado -Os pesquisadores concluíram que pessoas hipertensas e com colesterol alto têm o dobro de chance de desenvolver a doença, quando comparadas a homens e mulheres de pressão normal e com baixo nível de colesterol. ''A hipertensão e o excesso de colesterol podem aumentar o risco de degeneração dos neurônios por provocarem arteriosclerose e alterarem a irrigação sanguínea'', disse Miia Kivipelto, do Departamento de Neurologia da Universidade de Kuopio. Traduzindo as conclusões em números: pressão sanguínea acima de 160 mmHg (milímetros de mercúrio) significa um aumento de 2,3 do risco de desenvolver Alzheimer. Se o colesterol é superior a 250 mg/dl (miligramas por decilitro de sangue), as chances de ter a doença crescem em 2,1 vezes. Pior é a situação de quem apresenta tanto a pressão como o colesterol altos. A probabilidade do mal é 3,3 vezes maior. ''Nós já suspeitávamos de que o fluxo sanguíneo estava relacionado com a doença de Alzheimer, mas nunca tínhamos feito um estudo amplo para confirmar nossas suspeitas'', contou o neurologista. Incentivo - Na opinião de Kivipelto, o estudo é mais um incentivo para que as pessoas procurem controlar a pressão e a taxa de colesterol, em busca de uma vida saudável. ''Pessoas que não costuma levar esses indicadores a sério, agora, têm uma razão para se preocupar com eles'', afirmou o médico. Para manter o colesterol baixo, o segredo é a dieta. Eliminar comidas gordurosas é regra número um. Praticar exercícios físicos é a regra número dois. As dicas também ajudam a manter a pressão sob controle. O que Kivipelto acrescenta neste caso é evitar comidas salgadas e beber álcool com moderação. Segundo o neurologista, o estudo não só contribui para prevenir o Alzheimer, como ajuda na compreensão do mecanismo da doença. Hoje, sabe-se que a doença é resultante do acúmulo de fragmentos da proteína beta-amilóide e de células nervosas mortas no cérebro. Esses depósitos provocam a deterioração dos neurônios, levando à perda de memória e a dificuldades no aprendizado. (Jornal do Brasil) |
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