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Com descobertas que confirmam a importância da alimentação saudável para uma vida longa, dois novos estudos revelam que frutas, verduras, legumes e uma dieta de baixo teor de gordura podem proteger o coração de doenças. O primeiro estudo, com mais de 84 mil mulheres de idades entre 34 e 59 anos e mais de 42 mil homens, com idades entre 40 a 75 anos, todos profissionais da área de saúde, constatou que apenas uma porção diária adicional de frutas ou verduras e legumes reduziu o risco de doença cardíaca em 4 por cento. Verduras como espinafre, couve e brócolis e frutas como laranja e grapefruit foram as que ofereceram maior proteção, mostram os resultados. "Nossas descobertas corroboram o efeito protetor que o maior consumo de verduras, especialmente as de folhas verdes, e de frutas ricas em vitamina C pode ter contra as coronariopatias (doenças coronárias)", afirmaram Kaumudi J. Joshipura e colaboradores, da Universidade de Harvard, em Boston (Massachusetts). As coronariopatias,
que ocorrem quando as artérias que levam o sangue para o coração
ficam obstruídas, são a principal causa de mortes nos Estados
Unidos. E ainda: a relação entre o consumo maior de frutas, verduras e legumes e um menor risco de doenças cardíacas permaneceu, independentemente de exercícios físicos, hábitos de fumar ou uso de vitaminas. O consumo maior de frutas, legumes e verduras também protege pessoas com diabete do tipo 2 contra o enfarte, uma complicação potencial da doença. Frutas, verduras e legumes contêm uma grande variedade de nutrientes, que são associados à saúde melhor. Já foi demonstrado, por exemplo, que fibras, potássio e antioxidantes reduzem o risco de doenças cardíacas. "Os mecanismos pelos quais as verduras, legumes e frutas protegem contra doenças cardiovasculares são provavelmente múltiplos", concluem Joshipura e colaboradores. Um segundo estudo publicado na revista informa que dietas com baixo teor de gordura e ricas em frutas, legumes, verduras, nozes, castanhas, amêndoas e grãos integrais melhoraram o fluxo sanguíneo e impediram as lesões das células que revestem internamente as artérias em um grupo de homens com colesterol alto. Lesões nessas células, em particular, podem levar à ateriosclerose -- o acúmulo de placas de gordura no interior das artérias que bloqueia o fluxo sanguíneo. Neste estudo, 22 homens seguiram uma dieta com alto teor de gordura saturada por 4 semanas e, em seguida, mudaram para uma dieta com baixos teores de gordura e colesterol por 28 dias. A dieta com baixo teor de colesterol era tanto a do Programa Nacional de Educação sobre Colesterol, a qual é recomendada para pessoas com nível de colesterol leve a moderadamente alto como uma dieta "mediterrânea" rica em grãos, nozes, verduras, legumes e frutas e com pouca carne. Ambas resultaram na redução dos níveis de colesterol e de LDL (o colesterol "ruim"), mas a dieta mediterrânea teve o efeito adicional de proteger as células do revestimento interno das artérias, de lesões. "Os efeitos benéficos da mudança na alimentação não estão limitados somente à sua ação sobre os níveis (de gordura) do sangue mas também influenciam outros mecanismos, abrindo novas perspectivas em relação à proteção contra a ateriosclerose", concluíram Francisco Fuentes, do Hospital Universitário Rainha Sofia em Córdoba, Espanha, e colaboradores. (Reuters) |
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