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A organização ambientalista Greenpeace denunciou ontem que a comida para bebês vendida por uma multinacional nas Filipinas contém doses maciças de soja transgênica. Para protestar, a ONG promoveu manifestação em frente às instalações da holding na Suíça e obteve da diretoria o compromisso de adotar as medidas necessárias, caso os testes que serão feitos por ela dêem positivo. Centenas de bonecas foram levadas pelos manifestantes para a entrada da multinacional de biotecnologia Novartis, dona da fabricante de alimentos infantis Gerber. Junto com as bonecas foram afixados cartazes com os dizeres; ''Novartis/Gerber, parem com a papinha de bebê geneticamente modificada''. Segundo os ambientalistas, a ONG mandou analisar três potinhos de comida no laboratório DNA Chips, de Hong Kong. Taxas de até 66,7% de soja transgênica foram encontradas nos produtos. A comida de bebê analisada é vendida nas Filipinas, mas fabricada na Indonésia. ''As promessas da Novartis valem apenas para os países ricos'', perguntou Beau Baconguis, ativista da ONG nas Filipinas, referindo-se à promessa feita publicamente pela Gerber de não utilizar transgênicos nos alimentos infantis. Desde 15 de agosto, as Filipinas têm uma lei exigindo a rotulagem de alimentos que contenham transgênicos e a pena para quem violar a legislação é de seis a 12 anos de cadeia. No Brasil, a assessoria de comunicação da Gerber informou que os alimentos infantis vendidos no país não contêm transgênicos. A comida de bebê nas prateleiras é importada do México e passou por testes que comprovam a ausência de organismos geneticamente modificados. (Jornal do Brasil) |
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