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Alimentação inadequada atinge milhões de crianças nos EUA Apesar de o crescimento das taxas de obesidade infantil nos Estados Unidos ter se tornado um problema médico sério, as crianças norte-americanos na realidade podem não ter acesso à quantidade necessária de alimentos, informou uma nova pesquisa. Segundo os pesquisadores, 3 por cento de todas as famílias norte-americanas com filhos e 7,5 por cento das crianças de famílias de baixa renda não têm sido alimentadas de forma adequada. O fenômeno, conhecido como insuficiência alimentar, pode ser causado pela falta de dinheiro ou de acesso aos nutrientes, explicou a equipe de Patrick H. Casey, da Universidade de Arkansas, em Little Rock. O estudo citou um levantamento feito nos Estados Unidos, estimando que entre 2,4 milhões e 3,2 milhões de crianças com menos de 12 anos viviam em famílias que não tiveram acesso a alimentação adequada em algum momento entre 1988 e 1994. O trabalho foi publicado na edição de abril do Archives of Pediatric and Adolescent Medicine. Apesar da falta de nutrientes, essas crianças tiveram dietas semelhantes às crianças de famílias de baixa renda que tinham acesso a quantidade suficiente de comida, mostrou o estudo. As crianças de famílias pobres ainda estavam mais sujeitas a ter excesso de peso que as de famílias em melhor situação financeira. As crianças pobres consumiam menos calorias que as de famílias com renda maior. O consumo entre elas de produtos com alto teor de colesterol, legumes e ovos, era maior, mas incluía menos frutas, iogurte, vegetais verdes, amêndoas, cereais e açúcar. Os pesquisadores sugeriram aos pediatras norte-americanos levar em consideração o trabalho quanto às implicações clínicas da insuficiência alimentar, principalmente entre crianças de baixa renda. Eles deveriam dar informações sobre programas de assistência nutricional à famílias de pacientes em risco de insuficiência alimentar e estimular a participação em programas de merenda escolar. "Sabemos que crianças desnutridas ou malnutridas são menos saudáveis e os filhos dos pobres são menos saudáveis", disse Casey. O estudo lembrou que os efeitos a longo prazo são desconhecidos. As conclusões foram retiradas de uma pesquisa do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos que entrevistou quase 4 mil famílias, com filhos de 0 a 17 anos. (Reuters) |
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