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mais: Com sede na França, a empresa atua em serviços terceirizados, como alimentação em escolas. O estudo, além de nortear as tendências do setor, mostra que meninos e meninas comem de modo diferente. No Brasil, nos anos 60, apenas um quarto dos jovens decidiam sobre sua alimentação. Embora o número dos que escolhem tenha crescido, a porcentagem é menor do que nos Estados Unidos (92%) e Europa Central. Coincide com a Espanha e Itália, já que latinos são mais influenciados pela família. Adolescentes têm esse individualismo mais acentuado - 92,5% guiam-se pela sua vontade. 'Falta saber escolher', diz Plínio Oliveira, diretor da Sodexho no Brasil. O professor Júlio Pirapegui, do laboratório de nutrição da USP, alerta que as crianças são grupo de risco da fome oculta. É uma falta de micronutrientes imperceptível, mas diminui o ritmo de crescimento e deixa o corpo vulnerável a infecções. 'Hábitos alimentares se adquirem na infância. Os pais permitem muitas coisas', alerta. Adeptas de comidas gordurosas, principalmente na escola, crianças estão ficando obesas e com problemas cardiovasculares. 'O grande problema desse século será a obesidade'. Mais de 30% dos brasileiros tem sobrepeso. A fisiologista Rebeca de Angelis defende que enquanto os animais procuram comer os nutrientes de que precisam, os humanos, por questões culturais de preferências e gostos, têm mais dificuldade em perceber o que falta. (Gazeta Mercantil)
Enquanto meninos buscam comida rica em energia (carne e carboidratos), as jovens optam por alimentos simples e naturais, de eficiência nutricional. Comem mais verdura, frutas e laticínios e têm prazer em cuidar da boa forma. Isso não significa que elas sejam mais saudáveis. Enquanto a má nutrição atinge a todos igualmente nas classes baixas, problemas como anemia em classes elevadas prevalecem nas mulheres. Preocupadas com a boa forma, comem pouca carne e feijão. Elas também têm mais obesidade, já que meninos praticam mais esporte. Quem informa é Marina Vieira da Silva, especialista em nutrição da USP. Hoje há 10% de crianças e 15% de adolescentes obesos. 'A escola tem que educar para a alimentação e estimular a prática de atividades físicas' , diz Kelva de Aquino, nutricionista do Ministério da Saúde. Jovens do sexo masculino gastam cinco vezes mais dinheiro comprando comida, ingerem mais calorias (55,8% a mais que suas colegas) e gastam mais tempo com almoço e jantar. Para eles a refeição é um ritual social. Já as jovens preferem ficar mais tempo saboreando o café da manhã. Caio Gouveia, diretor operacional da Sodexho, critica a tendência do mercado de direcionar a oferta de alimentos para o sexo masculino. 'Se as meninas não encontram o que querem comer, rompem com a alimentação. É preciso oferecer produtos para os dois sexos'. Na década de 60, os jovens comiam mais e a alimentação representava 43% dos gastos fora de casa. Hoje é 24% do total. Esse decréscimo deve-se a preocupação feminina com regimes. Garotos queimam energia para se impor. E elas limitam para serem aceitas: 73% das meninas disseram ter feito regime no último ano. No Brasil, o consumo deles é de 2,8 mil calorias por dia e delas, 2,1 mil. Curiosamente, é o mais elevado entre os países do levantamento. 'Pesquisamos a classe média, que copia as mais altas e serve de modelo para as mais baixas', diz Plínio de Oliveira, diretor da Sodhexo no País. Também mostrou ser o país em que mais jovens (69%) associam alimentação a saúde e boa forma. No estudo foram consultadas mais de 400 fontes internacionais, incluindo Organização Mundial da Saúde e IBGE, além de jornais e revistas. Bélgica, Reino Unido e Holanda foram alguns dos 11 países pesquisados, ao lado do Brasil. Juntos somam 55% do PIB (produto interno bruto) mundial. Segundo a empresa francesa, o mercado mundial de alimentação no setor de educação movimenta R$72 bilhões. 70% desse total está em cinco países - Brasil, Estados Unidos, Reino Unido, França e Japão. (Gazeta Mercantil) |
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