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Uma nova doença que tem o nome provisório de neuroferritinopatia e é causada pelo acúmulo anormal de ferro no cérebro foi relatada pelo médico John Burn, da University of Newcastle da Grã-Bretanha. O mal se caracteriza pela dificuldade que as pessoas têm para controlar seus movimentos. Alguns dos sintomas da ''neuroferritinopatia''são parecidos com os de outras doenças neurológicas, como o mal de Parkinson ou o de Huntington, mas a maior diferença é que seus portadores não apresentam modificações na capacidade de raciocínio. A descoberta foi feita a partir de pesquisas com uma família britânica, acompanhada pelo médico durante 15 anos. Os integrantes da família acreditavam que tinham uma predisposição genética para desenvolver uma variante de Parkinson porque há 200 anos seus antepassados tinham os mesmos sintomas. Recentemente, uma mulher se suicidou quando apresentou os primeiros sintomas e durante a autópsia os médicos descobriram um quantidade enorme de ferro acumulada em seu cérebro. A equipe de Burn descobriu um erro na chamada seqüência de ferritina, proteína que ajuda a armazenar ferro nas células e evita que a substância cause problemas à saúde. O erro na seqüência desta proteína levou a família a armazenar muito ferro no cérebro, prejudicando os seus movimentos. Sempre foi difícil constatar se o acúmulo de ferro tinha algum impacto significativo nas doenças degenerativas porque o corpo humano tende a acumular a substância com a idade. ''Agora nós vamos tentar descobrir o que causa o problema e se existe alguma forma de diminuir o acúmulo de ferro do cérebro,'' disse o professor à rede de TV BBC. |
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