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Até os mais magrinhos precisam ficar de olho no colesterol - fator de risco para doenças do coração. Nem sempre eles estão com a taxa normal. Da mesma forma, nem sempre os mais gordinhos têm colesterol alto. Prova disso é a modelo Laura Schilke, de 23 anos, e a analista de sistemas Cynthia Freitas, de 40 anos. Alta e magra - 55 quilos distribuídos em 1,75 metro - Laura tem colesterol de 212 (em miligramas por decilitro de sangue). Cynthia, com 1,68 metro e 110 quilos, tem só 150. O limite da taxa de colesterol é 200. Para marcar o Dia Nacional de Combate ao Colesterol, comemorado em 25/07, a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC-Funcor) instalou um posto de medição gratuita de colesterol no restaurante Beira Rio, no Itaim, zona sul de São Paulo. Das 250 pessoas avaliadas, 20% estavam com colesterol acima de 200. "É a mesma porcentagem encontrada na população brasileira", diz o cardiologista Ari Timerman, presidente da SBC-Funcor. Com apenas uma picada no dedo, em poucos minutos, as pessoas recebiam o resultado. Laura nunca tinha medido seu colesterol; ficou surpresa com o valor. No prato, arroz, feijão e salada de batata. A modelo não come carne vermelha, prefere peixe ou frango. Diz que abusa de doces e chocolates. Cynthia não se priva de nada à mesa. Em seu prato, bife à milanesa, carnes da feijoada, lingüiça acebolada, torta de queijo e presunto e um punhado de couve refogada. "Escolho o que comer pela vontade. Não penso em colesterol nem em peso." O analista de projeto Tony Tanaka, de 43 anos, já sabia ter colesterol alto. "Mas a gente relaxa, não liga, não procura o médico, deixa para lá." O pequeno aparelho de medição não foi capaz de registrar o colesterol de Tanaka - o limite do equipamento é 300. Alcançar a cifra dos 300 não surpreendeu o contador Vilson Oliveira, de 49 anos. Há seis meses, seu colesterol estava em 296. Duas vezes por ano, ele faz o exame para controlar as taxas. Costuma caminhar e fazer dieta, mas as viagens a trabalho quebram a rotina. O colesterol divide-se em dois tipos: HDL (o colesterol bom) e LDL (o ruim). O HDL é a fatia do colesterol que precisa ser alta - no mínimo 35. Esse tipo de colesterol barra a ação do LDL, evitando que se deposite nos vasos sanguíneos. É esse depósito que forma as placas de gordura que entopem os vasos e causam enfarte. "Praticar atividade física regularmente ajuda a elevar o HDL", afirma Timerman. O limite máximo de LDL, considerado seguro para a saúde, varia de acordo com outros fatores de risco para as doenças cardíacas: sexo, idade, hábito de fumar, obesidade, pressão alta, vida sedentária e história na família de doenças cardíacas. Homens estão mais expostos, como também pessoas com mais idade. Para quem não tem nenhum desses fatores de risco, o LDL pode chegar a 160. Quem possui um ou mais dos fatores não deve ultrapassar os 130. Nas pessoas que já tiveram enfarte, derrame ou angina, o LDL não pode passar dos 100. "Para abaixar o LDL, a primeira opção é mudar hábitos alimentares", diz Timerman. (O Estado de S.Paulo) |
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