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Está aberta a discussão: os cursos sequenciais ajudam ou atrapalham na formação de um profissional? Para muita gente, os cursos rápidos focados no mercado de trabalho só ajudam os que não podem esperar quatro anos para fazer uma universidade nos moldes tradicionais. Para outro grupo, fazer um curso de graduação nesse curto espaço de tempo vai formar sub-profissionais. O diretor-geral do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) do Rio, Marco Antônio Lucide, apoia a idéia e ataca os que são contra a proposta: isso é corporativismo. Ele argumenta que o Brasil não pode esperar que um profissional leve de cinco a seis anos para se formar. E mais: 40% dos alunos no Cefet-RJ são egressos de cursos de graduação. Ele dá um exemplo: "Um engenheiro elétrico não arruma emprego e volta para estudar tecnologia em fibra ótica". E garante que ninguém quer invadir competências. Para o presidente do Conselho Federal de Odontologia, Miguel Nobre, a proposta é um lobby das faculdades privadas, que estariam interessadas em faturar mais, sem se preocupar com a qualidade do ensino. Na sua área, ele prevê a formação de "subdentistas", que disputarão um mercado saturado. O fato é que foi bombardeada a proposta de criação de cursos de nível superior tecnológico, que está em estudo pelo Conselho Nacional de Educação (CNE). Mas está é uma tendência tanto nos Estados Unidos quanto na Inglaterra. Leia
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