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Aprender mais e se relacionar melhor com as pessoas. Essas são as consequências de quem participou das turmas do Projeto Esporte Talento, que aumentaram o rendimento da maioria dos estudantes carentes que se reúnem antes ou depois das aulas - de manhã ou à tarde - no centro poliesportivo da Universidade de São Paulo (USP). O bom resultado com esses 600 estudantes de 8 a 16 anos, moradores de bairros vizinhos da USP, é a regra nos projetos que o Instituto Ayrton Senna espalhou em 12 Estados nos últimos sete anos. A avaliação do Programa Educação pelo Esporte, que o instituto divulga hoje em Brasília, mostra que a reprovação e a evasão escolar caíram drasticamente entre os jovens atendidos. Dados de seis projetos - o da USP e mais cinco: em Minas, Mato Grosso do Sul, Pará, Rio Grande do Sul e Pernambuco - mostram que os alunos do programa simplesmente não abandonaram a escola em 2002. Na rede pública desses Estados, em 2001, as taxas de evasão foram de 4,6% (a mais baixa, em São Paulo) a 20,3% (no Pará), segundo o Inep, o instituto de pesquisas do Ministério da Educação. Na média dos seis Estados, um em cada dez alunos deixou a escola. Comparando os dados de reprovação, houve diferenças brutais: em Pernambuco, a taxa foi de 0,9% entre estudantes do programa (em 2002) e 15,7% na rede pública (2001). Em Minas, foi de 0% no programa e 7,2% na rede pública. Em São Paulo, onde o sistema de ciclos aboliu a reprovação anual, a comparação não pôde ser feita, mas a taxa de aprovação foi de 100%, ante 90,7% da rede pública promovidos sem necessidade de recuperação. A média de aprovação nos seis Estados foi de 77,4%, segundo o Inep; no programa, foi de 93,6%. Leia
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