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A partir do próximo ano, não será mais realizado o Exame Nacional de Cursos, o Provão, anunciou ontem o Ministério da Educação. Segundo o ministério, em vez dos conceitos de A a E que eram obtidos pelos universitários, serão avaliadas as instituições de ensino em um processo de três anos. Em 2004, a classificação não será por meio de conceito, evitando-se assim, o temido ranking das instituições. Este é o porém polêmico da medida. Muitas universidades particulares, endereço de estudantes mais pobres por razões sabidas, fizeram um grande esforço para modernizar seus campi, mostrando-se claramente preocupadas com melhorias internas. O fim do ranking, desta forma, desmotivaria essas instituições a investirem em suas instalações. Críticos ao antigo sistema, diziam que este era ineficaz na avaliação de universidades. Diziam até que algumas instituições faziam cursinhos - e realmente os faziam - para que seus alunos fossem bem no Provão. Pois bem, o exame iria avaliar o que o aluno sabe sobre seu curso. Se o estudante aprendeu no cursinho e não em quatro anos, melhor para ele. Essa falta de parâmetros para avaliar instituições, que impulsionam a mina de ouro que se tornou a educação brasileira, principalmente o Ensino Superior, é que cria esse Pacto da Mediocridade, onde tudo se nivela por baixo. Isso, claro, independe de quem esteja no governo. Leia
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