| ||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
De 1989 a 2001, foram gerados 1,158 milhão de empregos na região metropolitana de São Paulo. Desse total, 70% das vagas foram ocupadas por mulheres. Isso é o que revela pesquisa divulgada hoje pela Fundação Seade. Esse resultado representa uma ampliação do nível de ocupação das mulheres em 32,9% no período analisado. Para os homens, no entanto, a ocupação cresceu apenas 8,7% na mesma comparação. Segundo o Seade, a participação feminina no conjunto dos ocupados na região metropolitana de São Paulo passou de de 38,4% em 1989 para 43,2% em 2001. No mesmo período, a participação masculina no total de ocupados caiu de 61,6% para 56,8%. A pesquisa mostra que houve, de 1989 para 2001, as mulheres ampliaram sua participação em todas as formas de inserção no mercado de trabalho, principalmente entre os assalariados sem carteira de trabalho assinada. Nesse modalidade de inserção, a participação feminina saltou de 32,2% para 37,5%. Também houve um aumento de 43 mil vagas para mulheres com carteira assinada no setor privado, onde a participação nessa modalidade de inserção passou de 32,3% em 1989 para 37% em 2001. No setor público -onde a participação feminina passou de 50,5% para 58,6%- houve a geração de 39 mil empregos. Leia
mais: Leia
também:
As mulheres aumentaram sua participação no mercado de trabalho, conseguiram diminuir a diferença de salário em relação aos homens e sofreram menos os efeitos da flexibilização do trabalho na região metropolitana de São Paulo entre 1989 e 2001. Do 1,158 milhão de empregos criados nesse período, 70% foram ocupados por mulheres. Com isso, passaram a representar 43,2% da força de trabalho -há 11 anos sua participação era de 38,4%. As conclusões fazem parte da pesquisa "Ocupação feminina e flexibilização das relações de trabalho na região metropolitana de São Paulo", divulgada ontem pela Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados), órgão vinculado ao governo do Estado de São Paulo. Enquanto os homens perderam 358 mil postos com carteira assinada no setor privado e 59 mil no público, as mulheres aumentaram sua participação nessas duas áreas. No setor privado foram 43 mil contratações de assalariadas com carteira. No público, 39 mil. Apesar dessas contratações, ainda predomina no setor público o assalariamento sem carteira assinada -tanto para homens como para mulheres. O estudo também mostra que houve crescimento do número de mulheres em todas as formas de inserção -com destaque para ocupações de empregadora (aumento de 102,9% para as mulheres e 21,1% para os homens) e de empregada doméstica (64,5%). O emprego doméstico na Grande São Paulo equivale a 30% das ocupações femininas geradas de 1989 a 2001. No caso dos empreendimentos
criados (com no mínimo duas pessoas), as atividades envolvem principalmente
serviços pessoais, alimentação e limpeza. Na avaliação dos técnicos da Fundação Seade, isso pode significar piora nas condições de trabalho, já que esse tipo de trabalho tem como características jornadas mais longas e a não-garantia de direitos básicos (13º salário, sistema previdenciário, entre outros benefícios). "Apesar de ainda
haver desigualdade no mercado de trabalho, a situação das
mulheres em comparação à dos homens ainda é
melhor", disse Paula Montagner, gerente de análises e estudos
especiais da Fundação Seade. A flexibilização do mercado de trabalho também atingiu mais os homens do que as mulheres. "A subcontratação e a perda de empregos com carteira assinada, tanto no setor público como no privado, foram mais intensas entre os homens." No setor privado, a subcontratação aumentou de 1,5% para 3,4% entre os homens. Entre as mulheres, o aumento foi de 2,2% para 3,2%. (Folha de S. Paulo)
|
| ||||||||||||||||||||||||||||||||