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Em épocas de crise, todos encontram um jeito de manter o que acreditam ser essencial para seus filhos. E educação, com certeza, merece bastante atenção. Desempregados ou potenciais inadimplentes, pais têm se oferecido para prestar serviços às escolas, numa última tentativa de manter o estudante na instituição particular. Para não perder alunos, muitos colégios passaram a aceitar a proposta. Nessa relação de escambo, a moeda de troca pode ser desde o fornecimento de papéis ou produtos de limpeza até serviços de funilaria para a frota escolar. Em outros casos, a alternativa é conseguir um emprego no próprio colégio e ganhar bolsa para o filho. "O que não pode é se tornar uma regra, senão a escola fica sem dinheiro para pagar os funcionários", diz o presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo (Sieeesp), José Augusto de Mattos Lourenço. A prática do escambo escolar, segundo ele, foi freqüente nos anos que antecederam o Plano Real, quando a inflação era galopante e os preços sofriam reajustes mensais. Atualmente, o nível médio de inadimplência nas escolas do Estado está em 10,8%. No mesmo período do ano passado, o índice era de 7%, segundo dados do Sieeesp. Leia
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