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Parece loucura, vista a situação do trabalhador brasileiro, mas deputados federais e senadores se movimentam nos bastidores do Congresso para aprovar, ainda este ano, um aumento salarial de aproximadamente 107%. O objetivo é chegar aos R$ 17.125 pagos aos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). Hoje os congressistas ganham R$ 8.280. O possível aumento salarial irá representar para a Câmara, no próximo ano, um gasto total de R$ 230 milhões. No Senado, o custo será de cerca de R$ 10,74 milhões anuais. A medida irá criar um efeito cascata possibilitando um aumento de salário para os deputados estaduais e para os vereadores, cujos vencimentos são vinculados pela Constituição. A proposta é encabeçada pelo deputado Severino Cavalcanti (PPB-PE) que, sem revelar nomes, diz ter a maioria no Congresso. "É uma questão de sobrevivência para os congressistas." Se aprovarem esse aumento, o novo governo começa ainda mais mal do que poderia ser possível. Não há sentido em uma época de economia pensar um descalabro desse. A iniciativa apenas cria mais repulsa por parte dos eleitores ao Congresso. Leia
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Deputados federais e senadores se movimentam nos bastidores do Congresso para aprovar, ainda neste ano, um aumento salarial de aproximadamente 107%. O objetivo é chegar aos R$ 17.125 pagos aos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). Hoje os congressistas ganham R$ 8.280. O possível aumento salarial irá representar para a Câmara, no próximo ano, um gasto total de R$ 230 milhões. No Senado, o custo será de cerca de R$ 10,74 milhões anuais. A medida irá criar um efeito cascata possibilitando um aumento de salário para os deputados estaduais e para os vereadores, cujos vencimentos são vinculados pela Constituição. A proposta é encabeçada pelo deputado Severino Cavalcanti (PPB-PE) que, sem revelar nomes, diz ter a maioria no Congresso. "É uma questão de sobrevivência para os congressistas." A medida, segundo Cavalcanti, precisa ser aprovada neste ano pelos plenários da Câmara e do Senado. O presidente do Senado, Ramez Tebet (PMDB-MS), não descartou o reajuste, mas disse que a medida tem de ser negociada em conjunto. O presidente da Câmara, Aécio Neves (PSDB-MG), apesar de não ter se manifestado oficialmente, tem dito a interlocutores que não pretende bancar o aumento salarial. (Folha S. Paulo) |
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