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Médicos dependentes de álcool e droga passaram a contar com uma rede de ajuda criada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e o Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp). A Rede Estadual de Apoio a Médicos Dependentes, como é chamada, completa um ano hoje. Um total de 94 médicos ou familiares entraram em contato com a rede e 68 profissionais estão em tratamento, 61 por dependência de álcool e drogas e 7 por diferentes problemas mentais. Segundo Regina Parisi, presidente do Cremesp, o resultado é tão positivo que a experiência está sendo repassada a conselhos regionais de outros Estados. "Aos poucos vem aumentando a confiança por parte dos médicos e dos familiares", diz o psiquiatra Hamer Nastasy Palhares Alves, da Unidade de Álcool e Drogas (Uniad) da Unifesp, e coordenador da rede junto com o médico Ronaldo Laranjeira. Alves é quem atende o celular (0/xx/11/9616-8926) e faz o primeiro contato com médicos dependentes ou familiares. Em menos de 36 horas é agendada uma consulta e, quando necessário, o caso é repassado a um dos 20 profissionais que formam a rede. O número pode parecer pequeno, já que São Paulo tem cerca de 100 mil médicos e estudos nacionais indicam que cerca de 10% da população têm algum grau de dependência do álcool. Leia
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