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Da próxima vez que você comer um côco, não jogue a casca fora. É que ela pode ser utilizada para a fabricação de banco de automóvel. Verdade. Uma entidade do Pará, chamada Poemar - Núcleo de Ação para o Desenvolvimento Sustentável, descobriu que a fibra de côco aglomerada com látex natural pode ser transformada em bancos de carros. A empresa Mercedez Bens interessou-se pela tecnologia, comprou o projeto e agora paga um salário mínimo para a população ribeirinha que catar côco. A idéia agora é exportar essa tecnologia. Este é apenas um dos 15 projetos finalistas do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social. Eles foram selecionados entre 523 inscritos de todas as regiões do país. O objetivo é encontrar e incentivar projetos que possibilitaram transformar a realidade social das comunidades em que foram implementadas. Entre os finalistas estão Organizações Não-Governamentais (ONGs), prefeituras, universidades, cooperativas, centros de pesquisa e outras entidades públicas e privadas, sem fins lucrativos. Todas elas conseguiram resolver, com criatividade, problemas de saneamento básico, falta de água e moradia, agressão ambiental, analfabetismo, geração de trabalho e renda. Outro projeto interessante é o que reduz o desperdício da castanha do Pará. Até agora, 50% dela eram perdidos. Nessa lista de pequenas invenções está também cisternas especiais que conseguem armazenar água a baixo custo para a população da seca do Nordeste. Projetos como esses demonstram que é possível encontrar soluções para os problemas brasileiros. Leia também Projeto
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