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O brasileiro continua preferindo as cidades médias do litoral e do interior às capitais. A opção é por cidade entre 100 e 500 mil habitantes. Esse movimento de interiorização ocorre desde a década de 90, quando os municípios do interior ganharam 17,6 milhões de moradores e quase a metade desse excedente populacional preferiu a região sudeste do país. No mesmo período, as capitais brasileiras receberam apenas 5,3 milhões de pessoas. "O que entendemos com esses números é que, como as capitais já não conseguem absorver mais ninguém, quem está atraindo os brasileiros são as cidades médias que têm atividade econômica e podem oferecer oportunidades de trabalho", explica Luiz Antonio Oliveira, chefe do Departamento de População e Indicadores Sociais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Prova disso é que, nesse mesmo período as capitais brasileiras receberam apenas 5,3 milhões de pessoas. Há ainda grupos que preferem as cidades litorâneas e esse movimento ocorreu não só no sudeste, mas em todo o país. Além do sudeste, houve aumentos populacionais fora das capitais no norte e no nordeste. Foi o Amapá o estado com a maior taxa de crescimento anual da década (5,4%). Em São Paulo, os municípios médios tiveram a maior elevação - cresceram a uma taxa anual de 3,1%, bem maior do que a do estado (2,18%) ou a brasileira (1,66%). Leia
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