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Todo o ano é a mesma coisa. Quando os protagonistas ou o tipo de aborgem para as campanhas de conscietização sobre a aids no carnaval são escolhidas, alguém se levanta e reclama. Desta vez, é a escolha da cantora Kelly Key para estrelar as novas propagandas. A idéia desagradou ao fórum de organizações não-governamentais ligadas ao combate da doença. O Ministério da Saúde não deu ouvidos à chiadeira e lançará a partir do dia 18 a campanha Sexo Sem Camisinha? Só Olha e Baba Baby, protagonizada por Kelly. O governo sustenta que aproveitará a popularidade da cantora para estimular a mudança de comportamento, ao retratar uma jovem que não abre mão do seu poder de negociação pelo uso do preservativo. Por outro lado, os integrantes do fórum, que assistiram ao filme publicitário, queriam ter sido ouvidos antes e reclamaram que a campanha explora a figura da mulher objeto. De certa forma não deixa de estar certo o discurso, que diz que é perversa com os jovens quando vende um modelo de sucesso e modo de vida baseado no consumo e na futilidade. Mais adiante, ainda dizem que "a imagem da cantora propõe uma pseudo liberdade sexual, onde o homem é o oprimido e a mulher é a opressora". Leia
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