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Enquanto houve queda no índice geral - de 4,4 filhos por mulher para 2,3, entre 1980 e 2000 -, subiu de 8 para 9,1 o número de filhos para cada grupo de 100 jovens na faixa de 15 e 19 anos. Foi a única faixa etária em que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registrou alta na taxa de fecundidade. Aliás, em 2001, 25% do total de partos realizados na rede pública de saúde foi de adolescentes grávidas. Mas isso não é novidade. Trata-se de um dado que se repete há alguns anos. No entanto, a primeira gravidez não vem acompanhada de um aprendizado, nem implica uma mudança de comportamento. Por isso a menina volta a engravidar. Cerca de 40% das adolescentes que tiveram uma gestação voltam a engravidar em um curto espaço de tempo. O índice praticamente dobrou nos últimos 10 anos. Se a idéia de que "isso não vai acontecer comigo", própria da adolescência. O IBGE também observou uma redução da idade média da fecundidade, que passou de 28,9 anos para 26,3. A queda ocorreu em todas as regiões, com redução mais expresiva no Norte (25,9) e Nordeste (26,5) do País. "O censo mostra que as mulheres estão tendo filhos mais jovens e apelam para laqueaduras quando ficam mais velhas", afirma o técnico do IBGE Juarez Oliveira. Leia
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