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Uma pesquisa inédita elaborada pelo Instituto do Coração indica que o enfarte é fruto de um processo infeccioso e não de um processo degenerativo, como até hoje se considerava. O estudo, conduzido pela diretora do laboratório de anatomia patológica do Incor, Maria de Lourdes Higuchi, demonstra que a associação de duas bactérias - a Chlamydia pneumoniae e a Mycoplasma pneumoniae - desencadeia uma reação na estrutura dos vasos sanguíneos, que, mais tarde, acaba levando à sua ruptura. O trabalho mostra a clara associação entre o colesterol e uma das bactérias, o mycoplasma. Quanto maior a quantidade de gordura, explica a pesquisadora, maior é o desenvolvimento do microrganismo. A descoberta, anunciada na véspera de o Incor completar 25 anos, pode trazer inúmeras conseqüências, tanto para prevenção, diagnóstico e quanto para tratamento dos pacientes. A pesquisa começou
com a análise, em cadáveres, das diferenças entre
vasos sanguíneos com placas de gordura que se romperam e outros
vasos que apresentavam placas, mas permaneciam intactos. Nos vasos que
haviam se rompido, existia um processo inflamatório, que provocou
uma alteração na estrutura dos vasos, deixando-os muito
mais suscetíveis a rupturas. Nos vasos intactos, foi constatada
uma outra reação: a formação de fibrose, o
que os deixa mais rígidos. Leia mais: Pesquisa mostra que infecção é causa de enfartes Leia também: Cardiologistas
terão "selo de qualidade" |
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