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Um adolescente infrator internado em instituição especializada custa aos cofres públicos entre R$ 2 mil e R$ 7 mil mensais. O valor é elevado, mas nem por isso o atendimento dado aos jovens é adequado, já que as condições das unidades são precárias. Os serviços de ensino profissionalizante ou saúde também não são suficientes para ajudar na recuperação dos internos. Essas conclusões integram o primeiro mapeamento das unidades de internação em todo o país, da Secretaria de Estado de Direitos Humanos e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O estudo revelou também que muitas unidades estão superlotadas. Um exemplo citado no relatório é o de uma unidade no Tatuapé, em São Paulo. Lá havia dois quartos. Um deles era ocupado por 60 jovens e outro, por 20. O levantamento trouxe à tona ainda dados que derrubam uma série de preconceitos em relação aos internos. Segundo a pesquisa, em cada grupo de 10 mil, apenas três cometeram alguma infração. A maioria (80%) vivia com os pais na época do delito, fato que sugere trabalho preventivo com as famílias. O tipo de infração cometida também foi revelador. Os homicídios foram relatados em 18% dos casos, índice menor que o esperado. Leia
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