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O ministro da Educação, Cristovam Buarque, disse, em entrevista à Folha Online, que quer criar um novo "movimento abolicionista", destinado a combater o que ele considera "a pior forma de escravidão": a falta de educação (da população). Apenas esse movimento, segundo o ministro, conseguiria tirar o país da "escravidão da ignorância". Buarque disse estar sendo mal-interpretado quando pede mais recursos para a Educação que, segundo ele, deveria ter ao menos mais R$ 25 bilhões ao ano, em todo o país. Atualmente esse gasto é de R$ 54 bilhões. O ministro afirmou estar consciente de que "não dá para subir os gastos tão rapidamente", desrespeitando o orçamento. Mas que, a longo prazo, os gastos devem ser elevados se o Brasil quiser melhorar o nível educacional. Essa melhora, diz Buarque, não deve depender apenas dos governantes, mas também de uma mobilização semelhante à que levou ao abolicionismo no século 19, quando se acreditava que um país jamais seria civilizado se convivesse com a escravidão. "O escravo moderno é aquele que não desfruta de boa educação e que, por isso, está impedido de prosperar", afirmou Buarque. Leia
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