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Depois que o Programa Fome Zero foi lançado oficialmente há pouco mais de uma semana, o receio de mais uma trapalhada social fez o Governo frear o Programa Primeiro Emprego. O objetivo da iniciativa era empregar anualmente 400 mil adolescentes de 16 a 21 anos. Os salários seriam entre R$ 200 e R$ 525 mensais. Para atingir a meta, o Ministério do Trabalho calculou que seriam necessários investimentos de R$ 500 milhões, vindos, basicamente, de empréstimos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e de organismos internacionais, como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT). Os cortes dos investimentos sociais - cerca de 80% - porém, criaram empecilhos para a implantação do Primeiro Emprego. Para evitar divergências em torno do modelo a ser adotado e desencontros de informações, como ocorreu com o Fome Zero, o ministro Jaques Wagner espera entregar o pacote fechado do Primeiro Emprego ao presidente Lula no dia 15. Um trabalho que vai ficar na gaveta. Pelo menos, por enquanto. Leia
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