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Um total de 77% das brasileiras casadas ou com união estável em idade fértil (de 15 anos a 49 anos) utilizam métodos contraceptivos. A taxa é semelhante às registradas em países desenvolvidos como Estados Unidos (76%), Canadá (75%) e Suécia (78%). É a maior taxa das Américas do Sul e Central. Os fatores que explicam o alto uso de contraceptivos no Brasil são o aumento das taxas de urbanização, a iniciação da mulher no mercado de trabalho e novos padrões familiares. A alta taxa de mulheres que usam contraceptivos é uma das razões para o fato de a população brasileiras crescer, até 2050, menos do que a de outros países populosos pobres ou em desenvolvimento. Um segundo fator que explica esse crescimento menor é a queda na taxa de fecundidade da brasileira. Entre 2000 e 2005, ela chegará a 2,15 filhos por mulher. Por causa desses fatores, a estimativa é que a taxa anual de crescimento demográfico brasileira será de 1,2%. Isto significa que o país terá, em 2050, 247 milhões de habitantes. Em 2001, estima-se 172 milhões de brasileiros. A taxa de fecundidade caiu de 2,7 filhos/mulher em 1991 para 2,3 em 2000. em 1992, para cada cem pessoas em idade ativa, existiam 64 em idade não-ativa (crianças e idosos). Em 1999, essa relação caiu para 55 em cem, ou seja, há mais gente em idade produtiva tendo que sustentar ou ajudar menos pessoas. Leia também Aumentou
a expectativa de vida do brasileiro
No Brasil, 77% das mulheres casadas ou com união estável em idade fértil (de 15 anos a 49 anos) utilizam métodos contraceptivos. É a maior taxa das Américas do Sul e Central e semelhante à registrada em países desenvolvidos, como Estados Unidos (76%), Canadá (75%) e Suécia (78%). Os dados sobre fertilidade constam do relatório "A Situação da População Mundial 2001", da ONU, divulgado ontem no Rio junto com um relatório do IBGE que tem o mesmo título. A alta taxa de mulheres que usam contraceptivos é uma das razões para o fato de que a população do Brasil, segundo a ONU, crescerá, até 2050, menos do que a de outros países populosos pobres ou em desenvolvimento. Um segundo fator que explica esse crescimento menor é a queda na taxa de fecundidade da brasileira, que, entre 2000 e 2005, chegará a 2,15 filhos por mulher, de acordo com a ONU. Com isso, o Brasil, que hoje é a quinta maior população do planeta, será na metade do século (2050), segundo as projeções da ONU, a oitava maior. O país deverá ser ultrapassado por Paquistão, Nigéria e Bangladesh. Por causa desses fatores, a estimativa feita pela ONU é que a taxa anual de crescimento demográfico brasileira será de 1,2%. Diante disso, o país terá, em 2050, 247 milhões de habitantes. Em 2001, estima 172 milhões de brasileiros. O relatório da ONU comparou também a utilização de métodos contraceptivos modernos entre os países. A porcentagem no Brasil foi alta: 70%. Essa taxa é próxima às dos Estados Unidos (71%), Noruega (69%) e todos os países da América Latina e do Caribe. Entre os métodos modernos, a ONU considera a esterilização, a pílula, anticonceptivos injetáveis, preservativos e o DIU. Segundo o técnico do IBGE Luiz Antônio de Oliveira os fatores que explicam o alto uso de contraceptivos no Brasil são o aumento das taxas de urbanização, a iniciação da mulher no mercado de trabalho e novos padrões familiares. "Há vários fatores que explicam essa queda na taxa de fecundidade, alguns até de comportamento. O que se sabe é que isso começou fortemente na década de 70, quando aumentou a utilização de métodos contraceptivos, como a pílula", disse. Oliveira afirmou também que a esterilização de mulheres é uma das causas. "A última pesquisa feita sobre o assunto mostrava que cerca de 40% das mulheres brasileiras fizeram cirurgia de esterilização." As estatísticas que a ONU utiliza na comparação entre países e em suas estimativas são de fontes oficiais de cada país. Segundo técnicos, o dado de utilização de métodos contraceptivos foi fornecido pelo DataSus, o sistema de informação do Ministério da Saúde. No caso da taxa de fecundidade, os censos do IBGE mostram que ela caiu de 2,7 filhos/mulher em 1991 para 2,3 em 2000. Em relação à economia, a queda na fecundidade traz benefícios a curto prazo. Segundo o IBGE, em 1992, para cada cem pessoas em idade ativa, existiam 64 em idade não-ativa (crianças e idosos). Em 1999, essa relação caiu para 55 em cem, ou seja, há mais gente em idade produtiva tendo que sustentar ou ajudar menos pessoas. Mas isso pode, a médio prazo, trazer problemas, pois haverá menos jovens e adultos em idade para contribuir para a Previdência, ao mesmo tempo em que haverá mais idosos graças ao aumento na expectativa de vida. A população mundial crescerá 52% em 50 anos, saindo dos 6,1 bilhões para 9,3 bilhões. Esse aumento será impulsionado, principalmente, por países pobres da África e da Ásia. Até 2050, a Índia superará a China e será o país com a maior população do mundo -mais de 1,5 bilhão de indianos. (Folha de S. Paulo) |
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