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O agricultor José Antônio Fernandes, 79, morador da periferia de Araçatuba (560 km de SP) aprendeu tarde demais que guardar dinheiro por muito tempo sob o travesseiro é um mau negócio. Durante 18 anos, ele literalmente colocou dinheiro no travesseiro. Foram 288 notas de Cr$ 1.000, Cr$ 5.000, Cr$ 10 mil e Cr$ 50 mil, somando Cr$ 1,53 milhão, vindas da herança de um sítio do seu pai em 1984. Analfabeto, Fernandes acreditava ter uma pequena fortuna em mãos. "Guardei tudo em segredo. A gente tinha aquela vidinha, só de tratar de porco e galinha. Nunca tive televisão e nunca precisei ir ao banco. Agora tenho as notas, mas não tenho dinheiro nenhum", disse. OI agricultor chegou
a emoldurar as cédulas de cruzeiro em 12 quadros, que pretendia
colocar em um museu improvisado -a fim de auferir algum dinheiro. No entanto,
desistiu, não queria mais ser motivo de gozação.
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Guardar dinheiro no colchão, provavelmente a metáfora mais comum para quem faz economia doméstica, é mau negócio. Foi o que descobriu o agricultor José Antônio Fernandes, 79, morador na periferia de Araçatuba (560 km de SP). Durante 18 anos, ele literalmente colocou dinheiro no travesseiro. Foram 288 notas de Cr$ 1.000, Cr$ 5.000, Cr$ 10 mil e Cr$ 50 mil, somando Cr$ 1,53 milhão, vindas da herança de um sítio do seu pai em 1984. O travesseiro estava escondido em um paiol no sítio onde ele morava com uma irmã na cidade de Macaubal, região de São José do Rio Preto. Analfabeto, Fernandes acreditava ter uma pequena fortuna em mãos. "Guardei tudo em segredo. A gente tinha aquela vidinha, só de tratar de porco e galinha. Nunca tive televisão e nunca precisei ir ao banco. Agora tenho as notas, mas não tenho dinheiro nenhum", disse. Com a morte da irmã, Fernandes mudou para a casa da sobrinha Flordeci Nogueira Romancini, 53, em Araçatuba. No final do mês passado, ele revelou o segredo a Flordeci, que foi até o banco saber se ainda havia condições de trocar as notas. O gerente disse aos dois que seria impossível recuperar o dinheiro porque as notas são velhas demais. Flordeci emoldurou as cédulas de cruzeiro em 12 quadros, que pretendia colocar em um museu improvisado -a fim de auferir algum dinheiro. "Desisti porque seria motivo de gozação", disse. (Folha de S. Paulo) |
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