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Em tese, uma portaria do Ministério da Saúde de 1986 proíbe a reutilização de qualquer tipo de material descartável. Mas, na prática, isso é rotina nos hospitais. O Brasil não tem controle sobre a reutilização de materiais descartáveis usados em procedimentos médicos e cirúrgicos. Cateteres cardíacos, pinças de biopsias e drenos são exemplos de produtos que só têm garantia do fabricante quando utilizados uma única vez, mas que são usados pelos hospitais até o desgaste total. Hoje não há fiscalização do número de vezes que esses materiais são reutilizados e nem das circunstâncias em que são feitas a sua limpeza e esterilização. Cada hospital tem a sua própria conduta e é o seu próprio fiscal. "Sabemos que a reutilização está disseminada tanto nos hospitais públicos como nos privados", afirma o diretor-presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Cláudio Maierovitch Henriques, 42. Há três anos a Anvisa tenta regularizar essa situação com a elaboração de uma portaria que estabeleça quais produtos serão de uso único e quais poderão ser reprocessados para outra utilização, desde que os hospitais apresentem um protocolo informando seus procedimentos para limpeza, esterilização, teste de funcionalidade e reembalagem. Leia
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