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O mesmo óleo usado para fritar a batatinha que você come hoje no almoço pode servir de combustível para o carro de amanhã. Essa é a proposta de uma parceria firmada entre a cadeia de fast food McDonald's e o Departamento de Química da Universidade de São Paulo, em Ribeirão Preto. Em vez de ser jogado no lixo, todo o óleo de fritura utilizado nas lanchonetes da rede em todo o Estado será coletado e enviado para o Laboratório de Desenvolvimento de Tecnologias Limpas (Ladetl), onde será transformado em biodiesel. Parte dos recursos obtidos com a comercialização do combustível, ainda em fase experimental, será revertida ao Instituto Ronald McDonald, que contribui com a luta contra o câncer infantil. Os detalhes do acordo ainda estão sendo acertados, mas a estimativa inicial é reprocessar entre 60 mil e 100 mil litros de óleo por mês, segundo o pesquisador Miguel Dabdoub, coordenador do Projeto Biodiesel Brasil. Foi sua equipe, no início do ano, que descobriu como produzir o primeiro biodiesel de origem 100% vegetal, com álcool de cana no lugar de metanol, um derivado do petróleo. O combustível é produzido à base de óleos vegetais, como os que usamos para cozinhar - soja, milho, girassol -, mas necessita do álcool ou metanol como reagente para otimizar a queima. Vários experimentos com caminhões e tratores já estão em andamento na região de Ribeirão Preto, sob a coordenação do Ladetl. Leia
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