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Embora 77,5% dos homens brasileiros considerem sexo fundamental para qualidade de vida, 46,4% admitem que nos últimos 12 meses tiveram prazer moderado, pouco ou nenhum prazer durante as relações com seu par. É o que revela a análise de dados colhidos no País em uma pesquisa mundial, o Estudo Global Sobre Atitudes e Comportamentos Sexuais, com 26 mil pessoas entre 40 e 80 anos. No Brasil foram avaliados depoimentos de 564 homens e 636 mulheres. No grupo feminino, 58,3% tiveram relações moderadamente ou pouco prazerosas e 9,7%, sem prazer. "O que mais chama a atenção é que homens relutam em procurar o médico. E muitas das parceiras são coniventes, talvez para tentar encobrir também disfunções que elas possam ter", avalia a psiquiatra Carmita Abdo, coordenadora do Projeto Sexualidade do Hospital das Clínicas. No trabalho, feito pela Pfizer, 11,8% dos homens disseram ter procurado um médico por causa dos problemas sexuais. Estima-se que, depois dos 40 anos, 1 homem em cada 2 tenha dificuldes de ereção. Entre o grupo feminino, 24,2% relataram suas dificuldades ao médico. "O profissional de saúde deve tocar no assunto com o cliente", diz o presidente da Sociedade Brasileira de Urologia, Eric Wroclawski. Um novo estudo sobre as dificuldades de ereção deverá ser feito pelo grupo no País, com 6 mil médicos e 60 mil homens. O programa quer detectar as dificuldades para o tratamento do problema.
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