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Um dos passeios preferidos em São Paulo do italiano Vincenzo Scarpellini, formado em jornalismo e design gráfico em Roma, é caminhar até o viaduto do Chá durante o crepúsculo, quando se põe, alheio ao rush, a admirar o movimento de luzes do final do dia. Sem os transtornos do congestionamento, ele volta a pé para sua casa, transformada em ateliê, onde tem uma das paisagens mais charmosas do centro antigo. De tanto desenhar paisagens paulistanas, ele deixou neste ano a Vila Madalena, abrigo natural dos artistas, e instalou-se na avenida São Luís. "São Paulo é uma cidade em fuga. Foge de si mesma e dos outros. São Paulo foge como uma criança na frente da câmera. Esse seu dar-de-costas, não querer mostrar o rosto, estimula minha imaginação. É aí que quero pintá-la. Morando no centro, cultivo a ilusão de agarrar seu coração", explica. Além da poesia, existe uma tendência imobiliária: um toque de charme europeu, história e, mais importante, apartamentos grandes com aluguéis baratos, começam a atrair a classe média para o centro. A poucos metros de onde mora Vincenzo, passou a viver neste ano o artista plástico Emanoel de Araújo, em um dúplex com vista para a praça da República. Leia
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