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O mais recente temor do governo é que as prefeituras criem "alunos-fantasmas" para receber a Bolsa-Escola. Como o sistema de recebimento do cartão magnético - que permite a retirada da bolsa - é muito simples e o governo está calejado com as fraudes, as autoridades começam a se precaver contra mais essa possível irregularidade. O medo aumenta ainda mais pelo fato de 2002 ser um ano eleitoral e muitos candidatos não medirem "esforços" para chegar ao Executivo ou ao Legislativo. Para receber a verba do programa Bolsa Escola, a prefeitura só precisa enviar para o governo federal o nome do aluno cadastrado. Não seria difícil inventar o nome de um aluno para receber esse dinheiro que seria desviado para outras atividades. A preocupação se justifica pelos precedentes. Teve muita gente usando o dinheiro destinado à educação para asfaltar ruas próximas à escola ou dar um jeitinho na praça da esquina. Ao prestar contas ao governo, essas prefeituras diziam que a verba tinha sido destinada a melhoria da educação. Pelo raciocínio de alguns membros do governo, o Bolsa Alimentação do ministério da Saúde correria o mesmo risco. O programa Bolsa-Alimentação dá subsídios para as gestantes e mães de crianças abaixo de seis anos. O princípio seria o mesmo: a "mãe-fantasma". O fato é que o governo tem bons programas sociais. Até por isto, teme que eles sejam alvos de fraudes em ano eleitoral. Assim como existem boas intenções, existem pessoas mau intencionadas. Leia mais A
"bolsa-eleitoral" é o principal mote da campanha
presidencial |
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