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O brasileiro está se casando cada vez menos e com idade maior do que há dez anos. Por outro lado, as uniões legais que resultam em rompimento estão mais duradouras e há uma estabilização no número de divórcios e separações judiciais. As informações são das Estatísticas do Registro Civil do IBGE, divulgadas ontem, no Rio. O número de casamentos passou de 8 por mil habitantes em 1990 para 5,7 por mil em 2001. Ao longo do período, o ano de 1999 foi uma exceção: apresentou o maior número absoluto de uniões oficiais da década (788 mil), em decorrência das cerimônias de casamentos coletivos. Por região, a maior queda na taxa de uniões legais no período de 1991 a 2001 foi registrada no Sul: de 8,6 para 2,9 casamentos por mil habitantes. Norte e Nordeste concentram os menores índices. O nível mais acentuado de pobreza nas duas regiões, explica a técnica do Departamento de Indicadores Sociais do IBGE, Elisa Caillaux, faz com que o casal deixe de oficializar o casamento em cartório, por causa da taxa. Dados do IBGE indicam também que a demora na decisão do casamento atinge, especialmente, os homens. A média de idade ao casar, entre o sexo masculino, passou de 26,9 anos em 1990 para 29,3 em 2000. Entre as mulheres, a idade passou de 23,5 para 25,7 anos. A maior taxa de uniões oficiais ocorre na faixa etária dos 15 aos 24 anos (para mulheres) e dos 20 a 29 anos (homens). A alta, segundo a técnica do IBGE, pode estar relacionada a fatores econômicos e culturais. Leia
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