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De um lado, há a questão humanitária. De outro, os prejuízos causados principalmente pela queda de produtividade. Mas, em vez de resolver o problema com demissões, um número cada vez maior de empresas preocupa-se com o tratamento de funcionários dependentes de álcool e drogas. Hoje, representantes de 60 grandes companhias reúnem-se em São Paulo para discutir o tema no 4.º Encontro de Empresas com Programas de Dependência Química. A primeira edição do evento, organizado pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), ocorreu em 1996 e contou com apenas dez participantes. Existem custos de demissão e admissão e nada garante que o novo funcionário não seja também um dependente. Quando se enfrenta o problema, no entanto, os ganhos aparecem rapidamente. Segundo especialistas, se conquista um empregado novo, muito mais fiel à empresa do que outro que o substituísse. Ao mesmo tempo, os prejuízos não podem ser ignorados. Nos Estados Unidos, por exemplo, as perdas chegaram a US$ 150 bilhões por ano nos últimos dez anos. Em tempo: estudo da Universidade de Massachusetts, publicado pela Archives of Pediatrics & Adolescent Medicine, mostra que algumas tragadas, por poucas semanas, em dias alternados, são suficientes para que os adolescentes já enfrentem dificuldades para largar o cigarro.
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