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"Adoro ricota", disse Eduardo Gonçalves Borba, de 8 anos, à reportagem do jornal o Estado de São Paulo. O garoto afirma preferir o lanche natural porque tem medo de engordar. "Se eu ficar gordo vai ser difícil brincar." A preocupação que antes era exclusivamente feminina, agora se dá em todas as idades e cada vez mais cedo. As escolas estão incutindo isso nas crianças, na tentativa de frear gigantesca onda de obesidade, que se tornou uma patologia mundial. Bolinho de soja, pizza de farinha integral, quiche de legumes, suco de frutas. Não se trata do cardápio de nenhum restaurante natural, mas do lanche oferecido por algumas escolas da classe média do Rio. A Miraflores, de Niterói, tem um dos cardápios mais "radicais": cortou de vez hambúrgueres, refrigerantes e doces e passou a oferecer frutas frescas, barras de cereais, salgados de forno à base de farinha integral. Exceção para um tipo de fritura: o quibe de carne de soja. O cardiologista Carlos Scherr diz que os colégios precisam preocupar-se seriamente com os seus estudantes. Pesquisa feita por ele com 342 crianças de 6 a 16 anos, em oito instituições do Rio, mostrou que 23% dos alunos da rede particular têm colesterol elevado. Nas escolas públicas, esse índice é de apenas 4%. "Crianças pobres brincam de pegar, jogam futebol e têm merenda escolar balanceada. As outras se distraem com tevê, computador e recebem uma alimentação sem preocupação nutricional. As cantinas são terceirizadas e estão ali para ganhar dinheiro." Leia
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