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Tanto o empresariado como os sindicalistas aprovam a proposta do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva de alterar a legislação trabalhista com medidas que, entre outros itens, passam pela imediata redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. Há, no entanto, ressalvas de ambos os lados. Por um lado, o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Brinquedos (Abrinq), Synésio Batista da Costa, disse que vê com simpatia a proposta de redução da jornada de trabalho, mas desde que associada a medidas complementares. Entre as ações, que prefere não classificar de compensatórias, o vice-presidente da Fiesp cita a necessidade de ampliar os prazos para pagamentos de tributos, o que aumentaria ainda mais, segundo ele, a competitividade na indústria. O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalvez, o Juruna, considerou positivas as propostas de Lula para mudar a legislação trabalhista, lembrando que se trata de uma antiga reivindicação dos sindicatos, mas diz que o fim do imposto sindical deve ser negociado. A proposta do PT é extinguir o imposto sindical para, com isso, reduzir o poder da Justiça do Trabalho. Temendo reações das classes trabalhistas, Lula prevê a formação de um pacto para discutir as mudanças trabalhistas junto com as reivindicações salariais do funcionalismo. Leia
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