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O Ministério da Educação, por meio de uma portaria que será publicada hoje no "Diário Oficial" da União, modificou as regras do vestibular, que agora deverá ter necessariamente prova de redação de caráter eliminatório. De acordo com a portaria, as instituições de ensino superior deverão fixar no edital do processo seletivo a nota mínima exigida na redação. O ministério tomou essas medidas em resposta a duas reportagens veiculadas no "Fantástico", da Rede Globo, que mostraram que um semi-analfabeto, o padeiro Severino da Silva, foi aprovado nos vestibulares das universidades Estácio de Sá e Gama Filho, no Rio. O padeiro, que marcou apenas as alternativas A e B em todas as questões de múltipla escolha e deixou a redação em branco, foi aprovado em nono lugar para o curso de direito da Estácio de Sá. Na semana passada, o ministro Paulo Renato (Educação) havia dito que não havia problema em um analfabeto passar no vestibular, pois, segundo ele, em uma prova de múltipla escolha, isso pode acontecer. Ontem, porém, o ministro disse que assinou a portaria "para acabar com a polêmica". Segundo Paulo Renato, "o analfabeto ter passado no vestibular foi um feito jornalístico, e não educacional". Por isso, aproveitou o fato para corrigir algumas distorções dos processos seletivos. Leia
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analfabeto passa em outro vestibular
O Ministério da Educação, por meio de uma portaria que será publicada hoje no "Diário Oficial" da União, modificou as regras do vestibular, que agora deverá ter necessariamente prova de redação de caráter eliminatório. De acordo com a portaria, as instituições de ensino superior deverão fixar no edital do processo seletivo a nota mínima exigida na redação. As medidas da portaria entram em vigor em janeiro do próximo ano e devem ser incluídas já nos vestibulares realizados para o ingresso de alunos para o segundo semestre de 2002. O MEC informou que qualquer vestibular realizado fora das novas normas não será válido. O ministério tomou essas medidas em resposta a duas reportagens veiculadas no "Fantástico", da Rede Globo, que mostraram que um semi-analfabeto, o padeiro Severino da Silva, foi aprovado nos vestibulares das universidades Estácio de Sá e Gama Filho, no Rio. O padeiro, que marcou apenas as alternativas A e B em todas as questões de múltipla escolha e deixou a redação em branco, foi aprovado em nono lugar para o curso de direito da Estácio de Sá. Na semana passada, o ministro Paulo Renato (Educação) havia dito que não havia problema em um analfabeto passar no vestibular, pois, segundo ele, em uma prova de múltipla escolha, isso pode acontecer. Ontem, porém, o ministro disse que assinou a portaria "para acabar com a polêmica". Segundo Paulo Renato, "o analfabeto ter passado no vestibular foi um feito jornalístico, e não educacional". Por isso, aproveitou o fato para corrigir algumas distorções dos processos seletivos. A portaria traz outros
pontos. Só serão aceitas nos vestibulares as inscrições
de candidatos que estejam cursando o ensino médio ou que possuam
o certificado de conclusão desse nível de ensino. O Enem (Exame Nacional
do Ensino Médio) deverá fazer parte necessariamente do conjunto
de requisitos ou provas dos vestibulares para os estudantes que ingressarem
nas universidades a partir de 2003. Essa medida vale apenas para as faculdades
isoladas, as faculdades integradas e os centros universitários. (Folha de S.Paulo)
A Capes (Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) do Ministério da Educação invalidou o curso de mestrado em educação da USF (Universidade São Francisco), em Bragança Paulista (83 km de SP). Com a decisão, 80 alunos que fizeram o curso de 94 a 99 tiveram seus títulos de mestre invalidados e terão de refazer o mestrado. A informação
foi confirmada ontem pelo pró-reitor de pesquisa e pós-graduação
da USF, Marcos Cezar de Freitas. Segundo ele, o curso não atendia
às exigências da Capes -tinha só uma modalidade de
ensino (metodologia do ensino superior). Os ex-alunos terão de fazer novas disciplinas para concluir o mestrado na USF. Freitas disse que as alterações curriculares foram feitas no início de 2000, mas a USF informou os ex-alunos do curso só em outubro deste ano. "O curso não estava irregular, mas não era recomendado pela Capes. Desde o ano passado, está tudo correto", disse Freitas. Os ex-alunos não pagarão pelas aulas. "É o mínimo que podem fazer para compensar o absurdo. Você inicia um curso confiando na credibilidade da universidade e nunca imagina que o título pode ser invalidado", disse uma ex-aluna que não quis se identificar. (Folha de S. Paulo) |
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