| ||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
Uma pesquisa da Vox Populi mostra o quanto a sociedade brasileira ainda é preconceituosa. Apesar das mudanças de costumes, 53% das pessoas ainda consideram ideal que a mulher se case virgem. Para 57%, a mulher só deve trabalhar se o salário do marido for insuficiente; 54% acreditam que o rapaz adolescente deva ter mais liberdade que a moça. O divórcio é visto como solução negativa por 55% dos entrevistados. Em outra pesquisa, está qualitativa, com dois grupos, cada qual com nove mulheres das classes A e B, com idades entre 35 e 40 anos, moradoras de São Paulo, foi lançada a seguinte questão: homens e mulheres separados são tratados igualmente? Refletindo o que sentia o grupo, uma delas disse: "Eu vejo no prédio onde moro. Quando se muda uma mulher separada com filhos, todo mundo fala. O síndico diz: "Coitada, não tem homem'". Diante do resultado dessas pesquisas é o caso de perguntar: será que a separação da prefeita de São Paulo, Marta Suplicy (PT) e o namoro dela com um assessor do partido não se transformou em polêmica pelo simples fato de ela ser mulher? O "affaire" transformou-se num explosivo ingrediente da sucessão não tanto por ter afetado Suplicy, um presidenciável com escassas possibilidades eleitorais, mas, especialmente, por ameaçar atingir Lula, candidato com ampla chance de vitória nas urnas. Leia mais O problema de Marta Suplicy é ser mulher Leia também Descaso
com mulher chega até as delegacias especializadas |
| ||||||||||||||||||||||||||||||||