|
|||||||||||||||||||||||||||||||||
|
Pesquisa realizada pela Faculdade de Saúde Pública da USP (Universidade de São Paulo) com 34.435 crianças em 111 municípios do Estado mostra que apenas 13,9% dos bebês de até seis meses são amamentados exclusivamente com leite materno. O aleitamento materno até essa idade é uma orientação da OMS (Organização Mundial de Saúde). A prática reduz as chances de mortalidade e oferece proteção contra doenças, principalmente diarréia e infecções respiratórias. No estudo, feito como tese de doutorado da médica pediatra Sônia Isoyama Venâncio, ficou demonstrado que quanto maior o número de ações de incentivo à amamentação implantadas pelo município, maiores serão as chances de o aleitamento ser exclusivo até o sexto mês. Venâncio avaliou oito ações que constam do Programa Nacional de Incentivo ao Aleitamento Materno, do Ministério da Saúde. A conclusão foi que, em municípios com cinco ações de incentivo, 22,4% das crianças são amamentadas até os seis meses. Em municípios com quatro ações, o índice é de 21,5% e, com três, cai para 12,4%. Com a inexistência de programas, o índice vai a 10,2%. Leia
mais: Leia
também:
|
|
|||||||||||||||||||||||||||||||
|
Pesquisa realizada pela Faculdade de Saúde Pública da USP (Universidade de São Paulo) com 34.435 crianças em 111 municípios do Estado mostra que apenas 13,9% dos bebês de até seis meses são amamentados exclusivamente com leite materno. O aleitamento materno até essa idade é uma orientação da OMS (Organização Mundial de Saúde). A prática reduz as chances de mortalidade e oferece proteção contra doenças, principalmente diarréia e infecções respiratórias. No estudo, feito como tese de doutorado da médica pediatra Sônia Isoyama Venâncio, ficou demonstrado que quanto maior o número de ações de incentivo à amamentação implantadas pelo município, maiores serão as chances de o aleitamento ser exclusivo até o sexto mês. Venâncio avaliou oito ações que constam do Programa Nacional de Incentivo ao Aleitamento Materno, do Ministério da Saúde. A conclusão foi que, em municípios com cinco ações de incentivo, 22,4% das crianças são amamentadas até os seis meses. Em municípios com quatro ações, o índice é de 21,5% e, com três, cai para 12,4%. Com a inexistência de programas, o índice vai a 10,2%. Segundo a pesquisadora,
entre os fatores relacionados à mãe que levam à interrupção
do aleitamento precocemente, estão o baixo nível de escolaridade,
a paridade (primeiro filho) e a idade (jovens até 20 anos). De acordo com a pesquisadora, nas localidades onde há ações voltadas ao aleitamento exclusivo, as crianças atendidas pelo SUS têm mais chances de serem amamentadas com leite materno até o sexto mês de vida em relação àquelas que utilizam a rede privada. Para Maria Lúcia Futuro, uma das coordenadoras do grupo carioca de incentivo à amamentação "Amigas do Peito", o principal problema da baixa adesão ao aleitamento materno é a falta de apoio durante a gestação. "Quando elas [as mães] entendem o conceito [do aleitamento] e encontram apoio, dificilmente interrompem a amamentação", diz. O estudo faz parte de projeto desenvolvido pelo Instituto de Saúde da Secretaria de Estado da Saúde que visa identificar a população vulnerável ao desmame precoce para que os municípios possam intervir. Os dados, coletados em dias de vacinação, são de 99 (Folha de S. Paulo) |
|||||||||||||||||||||||||||||||||