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Cientistas norte-americanos estão usando células do próprio corpo para combater o câncer. Pesquisadores do Instituto Nacional do Câncer dos EUA conseguiram reduzir tumores em pacientes com câncer de pele maligno invadindo o seu sistema imunológico com células de defesa altamente treinadas. O resultado foi a redução de 50% de metástases em 6 de 13 casos. Metástase é quando o câncer já se espalhou por vários órgãos do corpo. Os linfócitos T isolados foram multiplicados em laboratório e, em seguida, reimplantados nos pacientes. Um número muito grande de células imunológicas foi gerado, persistiram por até quatro meses e conseguiram atacar o tumor. Usando um tipo especial de quimioterapia, eles neutralizaram o sistema imunológico dos voluntários antes de transferir os linfócitos T. Com isso, mandaram os aviões na frente da infantaria para ajudar na guerra contra o câncer. Após o tratamento, seis pacientes tiveram uma redução de até 50% nos depósitos de metástase no cérebro, pulmões, fígado e nódulos linfáticos. Dois desses seis tiveram o câncer na pele reduzido em 95%, e nenhum desse grupo desenvolveu novos tumores. Outros quatro apresentaram uma melhora ligeira, com redução do câncer em algumas regiões, enquanto em outras a metástase permaneceu. E, em alguns casos, tiveram infecções por causa da baixa imunidade. Leia
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Os americanos estão avançando na guerra contra um outro velho inimigo: pesquisadores do Instituto Nacional do Câncer dos EUA conseguiram reduzir tumores em pacientes com câncer de pele maligno invadindo o seu sistema imunológico com células de defesa altamente treinadas. A estratégia, ainda experimental, saiu em versão on-line na revista "Science" (www. sciencexpress.org). Seu segredo é facilitar o trabalho das células da infantaria natural do corpo, os chamados linfócitos T. Uma vez aperfeiçoada, espera-se que possa vir a ser aplicada também no combate a outros tipos de câncer e à Aids. O grupo de cientistas liderado pelo médico Steven Rosenberg planejou uma guerra cirúrgica -literalmente, no caso. Primeiro, eles extraíram e isolaram do sangue de 13 pacientes de melanoma os linfócitos T especializados em atacar as células tumorais. Mesmo sendo soldados altamente eficazes, esses linfócitos assassinos estavam levando a pior. Todos os pacientes já apresentavam metástase, a fase mais grave do câncer, na qual ele lança cabeças-de-ponte para outros órgãos, como cérebro, fígado e pulmões. Por isso, Rosenberg e seus colaboradores resolveram chamar reforços para a tropa. Os linfócitos T isolados foram multiplicados em laboratório e, em seguida, reimplantados nos pacientes. "Nós conseguimos
gerar um número muito grande de células imunológicas,
que persistem por até quatro meses e conseguem atacar o tumor",
diz Rosenberg. Agora, no entanto, os pesquisadores mudaram de tática: mandaram os aviões na frente da infantaria. Usando um tipo especial de quimioterapia, eles neutralizaram o sistema imunológico dos voluntários antes de transferir os linfócitos T. Além disso, injetaram nos pacientes doses maciças de interleucina, uma molécula que faz as vezes de mensageira entre os linfócitos durante a batalha. Após o tratamento, seis pacientes tiveram uma redução de até 50% nos depósitos de metástase no cérebro, pulmões, fígado e nódulos linfáticos. Dois desses seis tiveram o câncer na pele reduzido em 95%, e nenhum desse grupo desenvolveu novos tumores. Outros quatro apresentaram
uma melhora ligeira, com redução do câncer em algumas
regiões, enquanto em outras a metástase permaneceu. (Folha de S. Paulo)
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