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Lula decidiu, contrariado, retardar o lançamento do programa Primeiro Emprego, prioridade de sua gestão, incomodado com as críticas sobre a improvisação e o amadorismo do Fome Zero. Acha que as críticas -muitas delas, segundo ele, fundamentadas- arranharam a imagem de seu governo. Agora, o governo já pensa em lançar o programa no dia do trabalhador. A partir do dia festivo pretende empregar anualmente 400 mil adolescentes de 16 a 21 anos, com salários seriam entre R$ 200 e R$ 525 mensais. Para atingir a meta, o Ministério do Trabalho calculou que seriam necessários investimentos de R$ 500 milhões, vindos, basicamente, de empréstimos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e de organismos internacionais, como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT). O ministro Jaques Wagner já possui outras idéias para a implementação dos programas de combate ao desenpergoo juvenil. Irá apresentar o que chama de bolsa comunitária. Neste caso, empresas contratarão jovens de 16 a 24 anos para criarem ações sociais em suas comunidades. Neste sentido receberão uma bolsa para melhorarem seus bairros. E para evitar críticas,
estão chamando técnicos do Banco Mundial para modelar os
projetos que facilitarão o acesso do jovem ao emprego e, antes
de anunciá-los, vão submetê-los a especialistas em
mercado de trabalho. No mais, ainda não se sabe o essencial: de
onde vai sair o dinheiro. |
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