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Um caso inusitado em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, é reflexo da situação da mulher no Brasil. Uma empresária resolveu alugar seu marido para fazer trabalhos domésticos reconhecidamente masculinos: trocar lâmpadas, arrumar aparelhos elétricos e ainda dar uma de encanador. Parece brincadeira sexista, mas ela realmente colocou anúncios em todos os jornais da cidade. Não é difícil imaginar como iniciativas desse tipo podem se alastrar pelo país. O retrato da mulher brasileira divulgados pelo Censo 2000, mostram uma mulher independente, que vive nos centros urbanos e vem aumentando o nível de escolaridade, mas, ao mesmo tempo, precisa superar dificuldades como a renda menor do que a dos homens é que comanda um quarto das famílias no País. Na década de 90, o porcentual de famílias sob responsabilidade feminina aumentou de 18% para 24,9%. No entanto, o que o marido poderia fazer como uma prestação de serviço era alertar para o risco dessas mulheres - a quem serve - de contaminação do vírus da aids. Enquanto os casos gerais de aids tiveram redução de 25%, no ano passado, as mulheres heterossexuais continua aumentando. Entre elas, esse tipo de contaminação já responde por 80% dos casos, e entre os homens, 40%. Segundo relatório do Ministério da Saúde, a mulher não considera a vida sexual "perversa" do parceiro antes do casamento e as relações extraconjugais.
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